O MISTÉRIO DA FÉ - POR QUE ACREDITAMOS?
(Ederson Malheiros Menezes)
Teologicamente falando, a resposta para definir fé é iniciada em referências como Hebreus 11.1 "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.".
E ainda, seria necessário esclarecer o debate sobre fé x obras, ou melhor dizendo fé + obras.
É possível em poucas palavras dizer que fé é convicção e que uma fé viva evidentemente possui boas obras.
Mas, neste texto quero refletir sobre a fé numa perspectiva mais próxima do humano - e desejo fazer isso através de três expressões: expectativa, consolo e virtude.
Como é a fé a partida da expectativa?
Ela se traduz na figura de uma sala enorme, aconchegante e que possui uma grande porta. Uma sala para diálogo com o divino, aonde se espera a chegada do Eterno, do Pai, de Deus - espera para longos diálogos. É uma fé transcendente, firmada em esperança e em oposição ao vazio.
Como é a fé como consolo?
Ela parte da necessária disposição psicológica humana para acreditar - afinal, não acreditar é perturbador. Por isso, ter fé é um exercício de conforto. É uma atitude em oposição ao medo e desespero.
E por fim, como é a fé enquanto virtude?
A fé neste sentido é vista como uma opção de cultivo de virtuosidade. É um exercício e potencialização que resulta em inibição dos vícios e da depravação humana - é uma estima moral que se concretiza em uma identidade virtuosa de fé.
A intenção desta reflexão não é destituir a descrição teológica, mas mostrar que a experiência humana em termos de fé é muita dinâmica e que uma compreensão limitada poderá gerar uma experiência limitada.
Mas e aí? Como é sua experiência de fé? Por que você acredita?
Ederson Malheiros Menezes
